Mostrando postagens com marcador Exemplo às Cidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Exemplo às Cidades. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Vereadora causa polêmica ao criar projeto para deixar salário de prefeito igual ao de professores

Se aprovada, salário do prefeito Carlos Eduardo (PDT) reduzirá cerca de 80%, caindo de R$ 20 mil aproximadamente para R$ 3.834

Diante da crise financeira enfrentada pelo país e o ajuste fiscal proposto pelo governo federal aos brasileiros, a vereadora de Natal (RN), Amanda Gurgel (PSTU), propôs a Câmara de Vereadores que reduzissem os gastos da máquina pública municipal, equiparando o salário do prefeito, vice e vereadores iguais ao dobro do piso salarial nacional dos professores do magistério público da educação básica.
Amanda diz que o seu projeto de lei tenta “combater os privilégios dos representantes políticos”. Atualmente, o salário do prefeito Carlos Eduardo (PDT) está em torno de R$ 20 mil. Já o piso nacional dos professores do magistério é R$ 1.917, logo, o dobro é R$ 3.834, valor proposto pela parlamentar.
“Se é o momento de fazermos corte e economia, então façamos de onde é possível tirar, e não da população, que precisa da saúde pública, da educação pública. […] Mas podemos tirar sim, do gabinete do prefeito, dos salários dos vereadores, que é muito alto”, afirma.
Fonte: Varela Notícias

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Daspre - Loja de presidiárias

São Paulo - No centro da cidade de São Paulo, um pequeno salão recebe diariamente doze mulheres que trabalham na confecção artesanal de bolsas, caixas, móveis e brinquedos. É neste modesto galpão, decorado com mesas e máquinas de costura, que funciona a loja e ateliê “Do lado de lá”. 

O que torna esse local diferente de qualquer outro ateliê é que, depois do expediente, todas as funcionárias retornam para as suas respectivas celas na prisão.
Vinculado à Secretaria da Administração Penitenciária de São Paulo, o bazar “Do lado de Lá” faz parte do projeto Daspre, que é gerido pela Fundação Professor Dr. Manoel Pedro Pimentel (FUNAP), instituição focada em programas de ressocialização de presidiários. Em 6 anos de operação, mais de 10,5 mil detentas já passaram pelo ateliê. 
Publicidade
Só podem trabalhar no “Daspre-Do lado de lá” presidiárias em regime semiaberto. No Brasil, existem hoje 89 mil pessoas cumprindo esse tipo de pena - no entanto, apenas 20% delas estão inseridas no mercado de trabalho. 
“O principal objetivo do projeto é socializar pessoas que não tiveram oportunidades na vida e acabaram praticando um crime que as levou ao cárcere”, diz Lúcia Casalli, diretora da FUNAP. “Estamos dando a eles, o que antes não lhes foi dado”.
Mariza de Jesus, 65, trabalhava como enfermeira e atuou no tráfico de drogas durante 30 anos antes de ser presa. “Eu nunca tinha utilizado transporte público. Tudo o que eu precisava fazer, eu fazia de carro”, relata. “Quando me deparei com a minha atual situação eu tive que desapegar das besteiras e aprender a me virar. Eu tive que crescer”. 
Em troca pelo dia de trabalho recebem uma remuneração equivalente a três quartos do salário mínimo, vale transporte, dinheiro para almoçar fora do ateliê, além do benefício da remição da pena, previsto pela lei brasileira de execução penal: cada três dias de trabalho rendem um dia a menos da condenação.
Muitas das mulheres que chegam ao Daspre nunca tinham colocado as mãos em uma agulha. As instruções sobre o trabalho são passadas por duas artesãs contratadas exclusivamente para ensiná-las. 
“É uma delícia trabalhar aqui. Dá uma super paz que ajuda a esquecer um pouco da nossa realidade”, diz Elaine Cristina dos Santos, 35, presa por tráfico de drogas.
Fonte: Exame