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quinta-feira, 3 de março de 2016

ONU adota novas sanções contra a Coreia do Norte

Para Barack Obama, o pacote de sanções é "uma resposta firme, unida e apropriada da comunidade internacional" ao ensaio nuclear e ao lançamento de um míssil


O Conselho de Segurança da ONU adotou hoje, por unanimidade, as mais fortes sanções já impostas à Coreia do Norte em resposta aos recentes ensaios nuclear e balístico realizados pelo regime comunista.

Os 15 membros do Conselho aprovaram por unanimidade a resolução, apresentada pelos Estados Unidos e apoiada pela China, único aliado de Pyongyang, o que é visto como um incremento na pressão internacional sobre a Coreia do Norte.
Para o presidente norte-americano, Barack Obama, o pacote de sanções é "uma resposta firme, unida e apropriada da comunidade internacional" ao ensaio nuclear de 06 de janeiro e ao lançamento de um míssil de 07 de fevereiro.
"A comunidade internacional, falando a uma só voz, envia a Pyongyang uma mensagem simples: a Coreia do Norte tem de abandonar estes programas perigosos e escolher um caminho melhor para o seu povo", afirmou Obama numa declaração divulgada à imprensa.
A resolução impõe a todos os países a medida sem precedente de inspecionar todas as mercadorias com origem ou destinadas à Coreia do Norte e a proibição de entrada nos portos a navios e de voos de aviões suspeitos de transportar bens ilegais para aquele país.
O pacote inclui também a proibição das exportações norte-coreanas de carvão, ferro e minério de ferro, ouro, titânio e minerais raros, assim como a importação de combustível de aviação, incluindo combustível para mísseis.
"Trata-se de algumas das sanções mais duras adotadas contra qualquer país do mundo, certamente as mais duras contra a RPDC (República Popular Democrática da Coreia)", afirmou o embaixador do Reino Unido, Matthew Rycroft.
"Isto marca uma virada significativa do Conselho de Segurança no seu conjunto", acrescentou.
As sanções preveem ainda a expulsão pelos países membros da ONU de diplomatas norte-coreanos que estejam envolvidos em contrabando ou outras atividades ilegais e acrescenta 16 indivíduos e 12 entidades à lista "negra" das sanções, incluindo a agência espacial e os serviços de informações norte-coreanos.
Sanções anteriores contra a elite do regime foram também alargadas, com a proibição de exportação para a Coreia do Norte de relógios de luxo, motos de neve, embarcações de passeio e equipamentos esportivos.
A resolução 2270, hoje aprovada, foi negociada ao longo de sete semanas pelos Estados Unidos e a China, mas o seu impacto vai depender da rigorosa aplicação das medidas, nomeadamente por Pequim.
O pacote de sanções é o quinto da ONU contra a Coreia do Norte desde o primeiro ensaio nuclear, em 2006.
Fonte: Notícias ao Minuto

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Marqueteiro do PT João Santana tem prisão decretada

Publicitário está no exterior e foi o responsável pelas últimas campanhas de Dilma e Lula.

A Justiça decretou a prisão preventiva do marqueteiro do PT, João Santana, na 23ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Acarajé”. O nome é uma referência ao apelido usado pelos envolvidos para designar o dinheiro de propina.
De acordo com informações do jornal “O Estado de São Paulo”, nesta etapa os investigadores irão apurar supostos pagamentos feitos pela construtora Odebrecht para Santana no exterior.
Neste momento, a Polícia Federal realiza buscas nas sedes da Odebrecht. O operador de propinas Zwi Skornik foi preso e Santana não foi localizado porque está no exterior.
João Santana é o responsável pelas campanhas presidenciais do PT desde 2006, quando substituiu o marqueteiro Duda Mendonça, investigado no processo do mensalão.
Fonte: Portal Vox

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

POLÊMICA! Países com surto de Zika devem autorizar aborto, defende ONU

Segundo Hussein, garantir os direitos humanos de mulheres nesse contexto é essencial para que a resposta à emergência em saúde pública relacionada ao Zika seja efetiva

O alto-comissário de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Zeid Ra’ad Al Hussein, defendeu hoje (5) que países com surto do vírus Zika autorizem o direito ao aborto em casos de infecção em gestantes, uma vez que o quadro pode estar relacionado ao aumento de bebês diagnosticados com microcefalia.

Segundo Hussein, garantir os direitos humanos de mulheres nesse contexto é essencial para que a resposta à emergência em saúde pública relacionada ao Zika seja efetiva. “Isso requer que os governos garantam às mulheres, homens e adolescentes o acesso a informações e serviços de saúde reprodutiva e sexual abrangentes e de qualidade, sem discriminação”, disse, durante coletiva de imprensa em Genebra.
Ainda de acordo com o porta-voz da ONU, os serviços em questão envolvem a contracepção (incluindo a oferta de pílula do dia seguinte), a saúde materna e o aborto seguro e legal. “Claramente, conter a epidemia de Zika é um grande desafio para os governos na América Latina”, disse. “Entretanto, a orientação de alguns governos para que mulheres adiem a gravidez ignora a realidade de que muitas delas simplesmente não podem exercer controle sobre quando e em que circunstâncias ficar grávida.”
Por meio de nota, a própria ONU reforçou que, em meio à contínua propagação do vírus Zika pelo mundo, autoridades devem garantir que as respostas em saúde pública estejam em conformidade com suas obrigações no campo de direitos humanos. A entidade destacou ainda que uma relação causal entre os casos de infecção pelo vírus, a microcefalia e casos de Síndrome de Guillain-Barré ainda estão sendo investigados. Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Notícias ao Minuto

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Caça-Corruptos fica famoso no mundo - Revista norte-americana transforma Sergio Moro em 'Caça-Corruptos'

Destaque foi dado na capa da "Americas Quartely" e é uma alusão aos "Caça-Fantasmas"


Editada pelo Americas Society/Council of the Americas, a revista norte-americana "Americas Quartely" estampa na capa de sua mais recente edição o juiz Sergio Moro, um dos principais personagens a Operação Lava-Jato no Brasil.

Na imagem, Moro aparece entre o promotor colombiano Iván Velásquez e a procuradora-geral Thelma Aldana, que também vêm atuando fortemente contra a corrupção em seus países. Eles são chamados de "Caça-corruptos", em alusão aos "Caça-Fantasmas".
"Sergio Moro é uma estrela e não há nenhum mistério sobre a razão. O jovem juiz brasileiro abriu a tampa de um esquema de corrupção de longo alcance que já tinha desviado mais de US$ 3 bilhões da Petrobras", diz a publicação.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Trump diz que manteria eleitores mesmo se atirasse em alguém

Sioux Center - Donald Trump está tão confiante da lealdade de seus apoiadores que previu neste sábado que os eleitores se manteriam a seu lado mesmo se ele atirasse em alguém.
O líder na disputa pela candidatura à presidência dos Estados Unidos pelo partido Republicano participou de eventos de campanha em Iowa a nove dias da abertura das votações das primárias no estado.
"Eu poderia ficar parado no meio da Quinta Avenida e atirar em alguém e ainda assim eu não perderia nenhum eleitor, ok?", disse Trump a uma entusiástica plateia que o ouvia numa escola cristã. "É incrível", completou.
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O empresário diminuiu a importância do comentarista conservador Glenn Beck, que declarou apoio a outro candidato Republicano, Ted Cruz.
Trump chamou-o de "perdedor". Beck fez críticas a Trump afirmando que já passou "o momento para bobagens e técnicas de reality show". "Se Donald Trump vencer, será uma bola de neve a caminho do inferno", completou.
Ao mesmo tempo, Trump procurou demonstrar que alguns nomes no partido Republicano começam a aceitá-lo como o potencial candidato.
Ele recebeu no evento o senador Chuck Grassley, que, embora não tenha feito uma declaração de apoio formal, pareceu reconhecer com sua presença a longa permanência de Trump no topo das pesquisas de intenção de voto.
Ted Cruz, que tem se aproximado de Trump nas pesquisas, concentrou seu discurso quase inteiramente no rival bilionário, mesmo sem usar o nome do adversário.
Ele defendeu alguns valores conservadores e acusou o plano de deportação de imigrantes de Trump de ser uma "anistia", já que permitiria que aqueles que estão ilegalmente nos Estados Unidos voltassem a seus países de origem.
Cruz não quis comentar porém, sobre a declaração de Trump a respeito dos tiros. "Eu deixarei Donald falar por si mesmo, mas posso dizer que não tenho intenção de atirar em ninguém durante esta campanha", disse a repórteres. Fonte: Associated Press.
Fonte: Exame

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Riqueza de 1% da população supera a de 99% em 2015


"No ano passado, a Oxfam estimava que isso fosse ocorrer em 2016. No entanto, aconteceu em 2015, um ano antes", destaca no texto

A riqueza acumulada por 1% da população mundial, os mais ricos, superou a dos 99% restantes em 2015, um ano mais cedo do que se previa, informou hoje (18) a organização não governamental (ONG) Oxfam, a dois dias do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

"O fosso entre a parcela dos mais ricos e o resto da população aumentou de forma dramática nos últimos 12 meses", diz relatório da ONG britânica intitulado Uma economia a serviço de 1%.
"No ano passado, a Oxfam estimava que isso fosse ocorrer em 2016. No entanto, aconteceu em 2015, um ano antes", destaca no texto.

Para mostrar o agravamento da desigualdade nos últimos anos, a organização estima que "62 pessoas têm tanto capital como a metade mais pobre da população mundial", quando, há cinco anos, era a riqueza de 388 pessoas que estava equiparada a essa metade.
A dois dias do Fórum Econômico Mundial de Davos, onde vão se encontrar os líderes políticos e representantes das empresas mais influentes do mundo, a Oxfam pede a ação dos países em relação a essa realidade.
"Não podemos continuar a deixar que milhões de pessoas tenham fome, quando os recursos para ajuda estão concentrados, no mais alto nível, em tão poucas pessoas", afirma Manon Aubry, diretora dos Assuntos de Justiça Fiscal e Desigualdades da Oxfam na França, citada pela agência de notícias France Presse (AFP).
Segundo a ONG, "desde o início do século 21 a metade mais pobre da humanidade se beneficia de menos de 1% do aumento total da riqueza mundial, enquanto a parcela de 1% dos mais ricos partilharam metade do mesmo aumento".
Para combater o crescimento dessas desigualdades, a Oxfam pede o fim da "era dos paraísos fiscais", acrescentando que nove em dez empresas que figuram entre "os sócios estratégicos" do Fórum Econômico Mundial de Davos "estão presentes em pelo menos um paraíso fiscal".
"Devemos abordar os governos, as empresas e as elites econômicas presentes em Davos para que se empenhem a fim de acabar com esta era de paraísos fiscais, que alimenta as desigualdades globais", diz Winnie Byanyima, diretor-geral da Oxfam International, que estará em Davos.
No ano passado, vários economistas contestaram a metodologia utilizada pela Oxfam. A ONG defendeu o método utilizado no estudo de forma simples: o cálculo do patrimônio líquido, ou seja, os ativos  menos a dívida.
A pequena localidade suíça de Davos vai acolher, a partir da próxima quarta-feira (20), líderes políticos e empresários para debater a 4ª Revolução Industrial.
Esta 46ª edição do fórum, que termina em 23 de janeiro, ocorre no momento em que o medo da ameaça terrorista e a falta de respostas coerentes para a crise de refugiados na Europa se juntam às dificuldades que a economia mundial encontra para voltar a crescer e à forte desaceleração das economias emergentes.
Segundo o presidente do fórum, Klaus Schwab, a "4ª revolução industrial refere-se à fusão das tecnologias", principalmente no mundo digital, que "tem efeitos muito importantes nos sistemas político, econômico e social". Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Notícias ao Minuto

sábado, 16 de janeiro de 2016

Generais condenados a prisão perpétua por tentativa de golpe

Para as Nações Unidas, um "colapso total da ordem pública está iminente" no Burundi, cuja história pós-colonial ficou marcada pelos massacres entre as etnias hutu e tutsi

O Supremo Tribunal do Burundi condenou hoje a prisão perpétua quatro generais envolvidos numa tentativa de golpe militar, enquanto 17 acusados tiveram penas entre os cinco e os 30 anos e sete foram absolvidos.

Os generais condenados - que o Supremo considerou "planificadores da tentativa de golpe" - são Cyrille Ndayirukiye, Herménégilde Nimenya, Zénon Ndabaneze e Juvénal Niyungeko, todos membros da Comissão de Restauração da Concórdia Nacional (NCRC), criada pelo general Godefroid Nyombare, o líder do golpe, atualmente em fuga.
Nove oficiais do exército e da polícia foram condenados a 30 anos de prisão por "cooperação com o primeiro grupo" na tentativa de golpe de Estado, tendo oito soldados - a maioria motoristas, agentes de transmissão e guarda-costas - sido sentenciados a cinco anos de prisão.
Os outros sete réus foram absolvidos, incluindo o general Prime Ngowenubusa, processado pela Comissão de Restauração da Concórdia Nacional, e o coronel na reserva Jean-Bosco Daradangwa, acusado de trocar e-mails com o general Cyrille Ndayirukiye.
O Ministério Público havia pedido prisão perpétua - a pena máxima no país - para todos os acusados, tendo os réus sido presentes a tribunal para a leitura do veredicto sob apertadas medidas de segurança.
No final de abril passado, o Burundi mergulhou numa grave crise de violência, na sequência do anúncio da candidatura do Presidente, Pierre Nkurunziza, a um terceiro mandato, algo que os seus adversários consideram ser contrário ao disposto na Constituição.
Na esteira do clima de descontentamento, em 13 de maio, depois de mais de duas semanas de protestos contra a candidatura, que foram duramente reprimidos pela polícia, o general Nyombare, ex-chefe dos serviços de inteligência, anunciou a destituição do Presidente.
Após dois dias de incerteza, a tentativa de golpe fracassou e três dos seus orquestradores se renderam, incluindo o general Ndayirukiye, enquanto outros, como o general Nyombare, se puseram em fuga.
O fiasco do golpe e a reeleição de Pierre Nkurunziza, em julho passado, não conseguiram, porém, acalmar os ânimos, com a violência a se intensificar no país e a ONU a denunciar massacres étnicos, valas comuns e violações coletivas pelas forças de segurança.
Para as Nações Unidas, um "colapso total da ordem pública está iminente" no Burundi, cuja história pós-colonial ficou marcada pelos massacres entre as etnias hutu e tutsi.
Fonte: Notícias ao Minuto

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Obama defende combate ao terrorismo e reforma eleitoral

Discurso à Nação
Com um tom progressista, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, apontou na noite dessa terça-feira (12), em seu último discurso do estado da União, que o país não deve isolar-se como defendem os que usam retórica do medo do terrorismo; deve buscar uma economia mais justa e igualitária e defendeu mudanças no sistema eleitoral americano, com o fortalecimento do voto direto.

Durante quase uma hora, ele fez o balanço dos sete anos de governo, mas frisou que seu enfoque seria o futuro e em como os Estados Unidos deveriam ser construídos por todos: brancos, negros, latinos, democratas e republicanos.
Ao falar da ação de grupos como o Estado Islâmico (EI), ele disse que o país deve ir atrás dos terroristas, mas que não deve acreditar que eles “representam uma à existência da nação”. Obama defendeu que o combate ao EI é uma prioridade, porque eles usam a Internet para envenenar as mentes dos indivíduos dentro do próprio país.
Na visão dele, no entanto,  isso não quer dizer que os Estados Unidos devam ser radicais contra a diversidade religiosa e ideológica em seu território. “Nosso inimigo [EI] está escondido em garagens e apartamentos e vamos atrás deles, que representam um perigo para civis. Mas  não precisamos destruir alianças ou afastar aliados vitais nesta luta baseados em uma mentira de que o Estado Islâmico representa uma das maiores religiões do mundo (Islamismo)”, afirmou.
Obama enfatizou bastante o tema, especialmente porque a ideia de endurecer as regras para muçulmanos é uma das propostas que vem alavancado o crescimento do multimilionário, Donald Trump, pré-candidato presidencial e líder nas pesquisas entre os Republicanos.
O presidente lembrou que os Estados Unidos lideram uma coalizão de mais de 60 países na estratégia de cortar o financiamento do EI e nos ataques aéreos. “Além disso, estamos assumindo a liderança de seus campos de treinamento e apreendendo suas armas”, disse.
Mas ele também exortou o Congresso a autorizar o uso de forças militares contra o EI.  Afirmou que embora o enfoque primordial da política externa de segurança do país deva ser o combate ao EI e a Al Qaeda, também é importante trabalhar pela estabilidade na África, América Central e Ásia.
Obama também lembrou das conquistas da política externa baseada na diplomacia, como o acordo nuclear com o Irã e falou da importância do restabelecimento das relações diplomáticas com Cuba, depois de 50 anos. Ele chamou a atenção do Congresso para que retire o embargo econômico e ressaltou mais uma vez que a prisão de Guantánamo deve ser fechada.
Nova economia
Obama ressaltou as conquistas econômicas e como o país saiu da crise em 2008 para manter-se a maior economia do mundo e em ascensão em 2015, com mais de 14,1 milhões de novos empregos no ano passado  - o melhor desempenho desde a década de 1990. “Qualquer um que diga  que a economia da América está em declínio, está disseminando uma ficção. Mas a verdade, que deixa muitos americanos ansiosos, é que a economia tem mudado de forma profunda”, comentou.
Crítico, ele disse que os critérios da economia devem ser repensados e que grandes corporações financeiras, industriais e petroleiras deveriam ser reguladas. Obama admitiu  não ter conseguido chegar a um acordo em seus dois mandatos sobre qual deve ser o papel  do governo para garantir que o sistema não seja manipulado em favor das companhias mais ricas. “Aqui, o povo americano tem uma escolha a fazer, nosso enfoque nesta nova economia deve ser o trabalhador, a pequena empresa e como garantir que exista justiça e igualdade de oportunidades”, destacou.
Obama Defendeu ainda a manutenção e a ampliação das mudanças no sistema de saúde e no plano de assistência que criou, o “Medicare”, apelidado de “Obama Care” e o sistema de seguridade social.
O presidente também apelou para que as empresas coloquem seus lucros e seu poder a serviço da tecnologia para encontrar caminhos sustentáveis, ao mencionar o aquecimento global. “Temos de acelerar a transição para energia limpa”, defendeu, mencionando que o país deixou de importar 60% de petróleo, mas precisa colocar dinheiro na construção de um sistema de transporte do século 21.
Sistema eleitoral
Ao terminar o discurso, Obama refletiu sobre o sistema político e eleitoral no país. Disse que a política norte-americana  precisa de mudanças e de a construção de um debate de alto nível. “Uma melhor política não significa que nós temos que concordar em tudo. Este é um grande país, com diferentes regiões e atitudes e interesses. Esse é um dos nossos pontos fortes, também”, afirmou.
Indiretamente, voltou a condenar discursos radicais como o de Donald Trump. “Nossa vida pública murcha quando apenas as vozes mais extremas chamar a atenção", disse.
Obama foi enfático ao defender maior peso do voto direto nas eleições. Para ele, é preciso acabar com a prática de desenhar distritos congressionais de modo que os políticos podem escolher seus eleitores, e não o contrário. E defendeu uma mudança no sistema de financiamento eleitoral. “Temos de reduzir a influência do dinheiro em nossa política, de modo que um punhado de famílias e interesses ocultos não pode financiar nossas eleições”.
Obama exortou os cidadãos norte-americanos a buscarem esta mudança  "não apenas em quem é eleito, mas como eles são eleitos ". Para ele, isso só acontecerá quando o povo americano a exigir (a mudança). " Vai depender de você. Isso é o que se entende por um governo de, por e para o povo”, disse.
O presidente  terminou o pronunciamento dizendo que isso (mudança) não vai ser fácil. “Mas posso prometer que um ano a partir de agora, quando já não ocupar este cargo, eu estarei lá com você como um cidadão, inspirado por essas vozes da equidade que nos ajudam a ver a nós mesmos não em primeiro lugar como negros ou brancos, asiáticos ou latinos; não como gay ou hetero, imigrantes ou nativos; não como democratas ou republicanos, mas como americanos primeiro, vinculados por um credo comum. Vozes Dr. King acreditava que teria a palavra final - vozes de verdade desarmado amor incondicional”, acrescentou.
Fonte: MSN Notícias