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terça-feira, 26 de abril de 2016

OAB pede cassação de Bolsonaro: "É inaceitável que se defenda a tortura"

O ofício, obtido pela publicação, descreve relatos da ditadura militar

Nesta segunda-feira (25), a OAB-RJ vai protocolar o pedido de cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC) por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, de acordo com o 'G1'. O documento toma como base para o pedido o elogio feito pelo parlamentardurante o voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o primeiro militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador.

O ofício, obtido pela publicação,descreve relatos da ditadura militar e aponta que "os brasileiros gostariam que nunca tivesse existido na história deste país" e a "sanguinária" repressão contra a população civil. A OAB-RJ considera que o deputado fez "apologia ao crime".
"É inaceitável que se defenda a tortura", diz o texto assinado por Felipe Santa Cruz, presidente da OAB-RJ; Fábio Nogueira Fernandes, procurador-geral da OAB-RJ; Thiago Gomes Morani, subprocurador-Geral da OAB/RJ; e Luciano Bandeira Arantes Presidente da Comissão de Defesa, Assistência e Prerrogativas. A assessorai do deputado afirmou que vai esperar o texto ser protocolado para se pronunciar.
Fonte: Notícias ao Minuto

Dilma já admite defender convocação de novas eleições

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta segunda-feira, 25, com Dilma e tratou do assunto


A presidente Dilma Rousseff admite, nos bastidores, a possibilidade de defender a proposta que prevê a convocação de eleições presidenciais para encurtar em dois anos o seu mandato, mas ainda avalia o melhor momento de assumir a estratégia. Ministros próximos a Dilma dizem que isso já é "fato consumado" porque ela não terá governabilidade com o País dividido, mesmo se não sofrer impeachment no julgamento final do Senado.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu-se nesta segunda-feira, 25, com Dilma e tratou do assunto. Pela primeira vez desde que teve a nomeação suspensa para a Casa Civil, há 41 dias, Lula foi ao Palácio do Planalto. À noite, jantou com Dilma e com ministros, no Alvorada. Para Lula, porém, a hora é de concentrar esforços no movimento de resistência ao impeachment.
A ideia de novas eleições conta com o apoio da maioria do PT e até do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que há anos trava disputa com o vice-presidente Michel Temer sobre os rumos do PMDB. Até recentemente, Dilma resistia a aceitar a abreviação do seu mandato, mas, segundo auxiliares, começou a perceber que precisa fazer um gesto de "pacificação". Ela descarta a renúncia, mas acha que a proposta de eleições diretas pode ser uma contraofensiva ao que chama de "golpe".
Em conversas reservadas, ministros do PT argumentam que o plano, por si só, tem o condão de pôr Temer contra a parede. Além disso, tudo será feito para atrair o PSDB do senador Aécio Neves (MG), que quer vetar a participação de integrantes de seu partido em eventual governo Temer.
Apesar de manter o discurso oficial de que é possível virar o jogo do impeachment, senadores do PT e de partidos da base aliada do governo dão como certa a aprovação do afastamento de Dilma na primeira votação, no plenário do Senado, prevista agora para 15 de maio. Se este cenário for confirmado, a presidente será obrigada a se afastar por até 180 dias.
PEC
Pelo cronograma traçado em gabinetes do Palácio do Planalto, o envio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ao Congresso, sugerindo eleições presidenciais em outubro - mês das disputas pelas Prefeituras -, ocorreria justamente nesse período. A PEC precisa ser votada em dois turnos em cada Casa do Congresso e só é aprovada se obtiver três quintos dos votos dos deputados (308) e dos senadores (49).
"Vou lutar até que eleições diretas sejam realizadas, se eu for afastada do cargo, uma situação hipotética, que eu não acredito. Eu acredito que é desconfortável afastar uma pessoa inocente. Eu sou vítima de uma conspiração", afirmou Dilma, em entrevista ao Wall Street Journal.
Para Lula, se a presidente for mesmo afastada, a chance de ela retornar ao Planalto é remota. Mesmo assim, a estratégia consiste em infernizar a vida de Temer durante o provável "exílio" de Dilma, para expor as "fragilidades" do peemedebista e montar uma espécie de "governo paralelo", em oposição ao novo ocupante do Planalto.
A ordem é resistir até o julgamento final no Senado - que pode ocorrer em setembro -, entremeando a defesa política com recursos ao Supremo Tribunal Federal. "Se Temer assumir, ele não dura três meses no cargo porque não aceitaremos isso. Haverá protestos em todo o País", insistiu o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). "Nós não imaginamos que o PT queira exercitar a sua capacidade de fazer oposição fora da luta política convencional", provocou o ex-ministro Eliseu Padilha (PMDB), aliado de Temer.
De qualquer forma, o PT também já prepara uma narrativa para disputar a eleição presidencial de 2018. Embora seja alvo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, e esteja na mira do Ministério Público, Lula ainda é o único nome do PT com potencial para concorrer à sucessão de Dilma.
Nas fileiras do partido há quem diga que, com a crise se agravando a cada dia, o impeachment da presidente pode representar a "salvação" de Lula. O raciocínio é que, se isso não ocorrer, ela continuará "sangrando" até 2018. Se sair antes, porém, o PT poderá usar o discurso do "golpe" e de que teve uma presidente "apeada do poder". Com informações do Estadão Conteúdo.
Fonte: Notícias ao Minuto

Comissão do Impeachment no Senado elege hoje presidente e relator

O futuro presidente da comissão especial adiantou que ainda nesta semana os advogados que apresentaram o pedido de impeachment de Dilma serão ouvidos pelos senadores


Como senador mais velho da comissão, Lira dará início aos trabalhos, mas depois terá que passar para o segundo mais idoso, enquanto é feita a eleição para o cargo de presidente.

Apesar das reclamações de parlamentares aliados da presidenta Dilma Rousseff, Raimundo Lira confirmou que Anastasia deverá ser o relator, mas admitiu que aliados ao governo poderão apresentar outro nome e que a decisão será do plenário do colegiado.
O futuro presidente da comissão especial adiantou que ainda nesta semana os advogados que apresentaram o pedido de impeachment de Dilma – Hélio Bicudo, Janaína Paschoal e Miguel Reale Júnior – serão ouvidos pelos senadores. No dia seguinte, será a vez do ministro da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, fazer a defesa da presidenta.
A expectativa é de que o relatório sobre a admissibilidade do processo no Senado seja apresentado na comissão no dia 8 de maio. Depois disso, haverá prazo de 24 horas para vista dos senadores, ou seja: um tempo a mais para que eles possam analisar com calma o relatório, antes da votação no dia 9 de maio. Votado na comissão, após 48 horas, no dia 12 de maio, independentemente do resultado, ele segue para análise do plenário da Casa. Nos dois casos, a votação será feita por maioria simples. Se for aprovada em plenário, a admissibilidade do processo, Dilma é imediatamente afastada do cargo por 180 dias. Com informações da Agência Brasil.
Fonte: Notícias ao Minuto

sexta-feira, 22 de abril de 2016

16 governadores também caem se impeachment for aprovado por pedaladas

Jurista também criticou o “timing” de Moro na abertura do sigilo dos grampos feitos no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva


O ex-desembargador Francisco de Queiroz Bezerra Cavalcanti, hoje professor titular de Direito na Universidade Federal de Pernambuco, explicou que se a presidente Dilma Rousseff sofrer impeachment com base nas chamadas “pedaladas” fiscais, pelo menos 16 governadores também deveriam ser afastados pelo mesmo problema.

O Diário do Centro do Mundo conta que Cavalcanti esclareceu que os atrasos nos repasses do Tesouro a bancos públicos, prática popularizada como “pedalada”, não são suficientes para o impedimento da presidente. “Se nós entendermos que é suficiente, temos que afastar pelo menos 16 governadores”, argumentou o professor.
As declarações do jurista foram ditas no “Encontro de Juristas pela Legalidade e em Defesa da Democracia”, realizado no Palácio do Planalto, no final do mês passado.
A publicação destaca ainda que o jurista criticou o “timing” de Moro na abertura do sigilo dos grampos feitos no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O professor alega que o juiz responsável pela Lava Jato tirou o sigilo das escutas no mesmo instante em que soube que Lula tinha sido nomeado ministro e que, por isso, não poderia mais ser investigado em Curitiba.
Fonte: Notícias ao Minuto

quinta-feira, 21 de abril de 2016

CHEGA! Ninguém mais aguenta o modelo atual da Política do Brasil - Quer saber quem é o CORRUPTO?

Propinoduto como forma de patrocínio de eleições, nos obriga a ser representados por Políticos que precisam devolver o dinheiro aos patrocinadores quando estão no poder.

E então, nos perguntamos: quem o culpado afinal? 

Culpado é o eleitor corrupto que vende seu voto!

A sociedade brasileira diante dos noticiários vergonhosos dos últimos dias, esquece do seu papel no cenário, e fica com dedo em riste apontando os "canalhas".

Penso, que você que ficou chocado com mais esta catástrofe, está tentando encontrar o estopim da corrupção, porque é a única coisa que você se lembra quando fica sabendo de tragédias como esta, e só pensa numa coisa: Político Corrupto. E por isso, como se eu tivesse a capacidade de ler sua mente, não só irei discordar de sua resposta, como vou lhe deixar uma pergunta que vai lhe ajudar a encontrar a verdade por trás disso tudo: 

A corrupção começa quando o cidadão vende seu voto?

Eu respondo para você, caso sinta-se constrangido por motivos passados em pensar na resposta.
SIM!!!!

Pois é, quem produz políticos corruptos, é o ELEITOR corrupto!

E com o tempo, fomos perdendo a vergonha, o brio, a moral, a ética, a credibilidade e usamos do jeitinho brasileiro para tirar mais uma vantagem em período eleitoral.

Mas sorte a sua, por que também aprendemos que nunca é tarde, e acabar com a corrupção no Brasil é muito fácil! 

Deixe de ser corrupto e não venda seu VOTO!!!

Quer saber como fazer isso? - PARTICIPE, analise os candidatos, conheça a história de sua vida, analise suas propostas e, "escolha em quem votar".

O Brasil tem jeito, e só será corrigido pelos brasileiros "eleitores" e não pelos atuais políticos.

Como na imagem que acompanha este artigo, veja que no passado, nós ainda tínhamos mais "vergonha na cara".

Bom, vou encerrar este artigo me desculpando pelo desabafo, mas se quiser ajudar a mudar o Brasil, PARTICIPE do Brasil!

Se quiser uma ajudinha, conheça e divulgue os Autores da Pátria.

Saudações!

Dilma comete erro grave ao chamar impeachment de golpe, diz ministro

Para Celso de Mello, porém, Dilma tem o direito de viajar para o exterior mesmo após a Câmara decidir aceitar o pedido de impeachment porque ela ainda não foi afastada das suas funções


Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) criticaram nesta quarta-feira, 20, a possibilidade de a presidente Dilma Rousseff usar a viagem que fará aos Estados Unidos esta semana para defender que o processo de impeachment em curso é um golpe contra a democracia. Para o decano da Corte, Celso de Mello, a presidente comete um "gravíssimo equívoco" ao fazer essa avaliação, pois o processo que pede o seu afastamento no Congresso está correndo dentro da normalidade jurídica.

"Ainda que a senhora presidente da República veja, a partir de uma perspectiva eminentemente pessoal, a existência de um golpe, na verdade, há um grande e gravíssimo equívoco, porque o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal deixaram muito claro que o procedimento destinado a apurar a responsabilidade política da presidente da República respeitou, até o presente momento, todas as fórmulas estabelecidas na Constituição", defendeu.
Para Celso de Mello, porém, Dilma tem o direito de viajar para o exterior mesmo após a Câmara decidir aceitar o pedido de impeachment porque ela ainda não foi afastada das suas funções na Presidência. Ele, no entanto, voltou a criticar o tom do discurso que poderá ser adotado pela petista. "Eu diria que é no mínimo estranho esse comportamento ainda que a presidente possa, em sua defesa, alegar aquilo que lhe aprouver. A questão é saber se ela tem razão", disse.
Um dos maiores críticos ao governo no STF, o ministro Gilmar Mendes também ironizou a possibilidade de Dilma fazer um discurso em Nova York nesse sentido. "Eu não sou assessor da presidente e não posso aconselhá-la, mas todos nós que temos acompanhado esse complexo procedimento no Brasil podemos avaliar que se trata de procedimentos absolutamente normais, dentro do quadro de institucionalidade", disse.
Dilma deve viajar a Nova York nesta quinta-feira, 21, para participar cerimônia de assinatura do Pacto de Paris, na Organização das Nações Unidas (ONU).
Cunha
Os dois ministros, porém, evitaram comentar sobre a situação do maior algoz de Dilma, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por conduzir o processo na Casa.
Celso de Mello defendeu que o Supremo não está demorando para julgar o pedido, feito em dezembro pela Procuradoria-Geral da República, de afastamento do presidente da Câmara do cargo. "Não há atraso, há estrita observância ao que estabelece a lei", disse.
Os dois ministros, no entanto, admitiram que o STF poderá discutir se Cunha poderá ou não assumir a Presidência, em caso de impeachment de Dilma, já que ele será o segundo na linha sucessória após o vice-presidente, Michel Temer. O peemedebista já réu num processo do Supremo e há um artigo na Constituição que impede alguém denunciado de ocupar o cargo. Com informações do Estadão Conteúdo.
Fonte: Notícias ao Minuto

Dilma vai desmoralizar o Brasil no exterior, afirma Caiado

Caiado afirma que Dilma vai desgastar e desmoralizar ainda mais a imagem do país ao falar para políticos e diplomatas estrangeiros


O senador Ronaldo Caiado (DEM–GO) criticou nesta quarta-feira (20) a decisão da presidente Dilma Rousseff de denunciar na reunião sobre clima, da Organização das Nações Unidas (ONU), o que ela considera um golpe contra o seu governo. O evento vai ocorrer nesta sexta-feira (22), em Nova York.

Caiado afirma que Dilma vai desgastar e desmoralizar ainda mais a imagem do país ao falar para políticos e diplomatas que conhecem a situação econômica, política e moral da gestão da presidente.
Segundo a Agência Senado, o senador considera que a “máscara do PT vai cair” no exterior, pois, segundo ele, o partido da presidente, que, durante os últimos anos, iludiu e usou a boa fé do cidadão simples como massa de manobra para praticar ilícitos, não obterá o mesmo sucesso com interlocutores internacionais ao tentar “se vitimizar”.
"Para a tristeza nossa, o que nós vamos assistir é uma presidente que, por não ter estatura e nem altivez de uma presidente da República, vai tentar denegrir a imagem do país. Onde ela deveria se restringir aos temas específicos para os quais ela lá está, e não mentir em um foro que é o único a aglutinar todos os países que compõem um regime democrático no mundo" afirmou Caiado.
Fonte: Notícias ao Minuto

Partido quer barrar viagem de Dilma com recurso público

Solidariedade afirma que a presidente estaria falando de um tema particular e, desta maneira, não poderia viajar com recursos da União


Dilma Rousseff pretende viajar para os Estados Unidos, onde participará de um evento da ONU. Em seu discurso, a presidente quer denunciar o que classifica como um golpe para tirá-la do poder. No entanto, de acordo com a coluna Painel da Folha de S. Paulo, um grupo da oposição quer impedir que ela use recursos públicos para essa finalidade.  

O jornal apurou que as ações fora preparadas pelo Solidariedade e sustentam que, ao se aproveitar do evento para fazer críticas ao impeachment, Dilma estaria falando de um tema particular. Desta maneira, não poderia viajar com recursos da União. 

Fonte: Notícias ao Minuto

Hoje é dia de Tiradentes, líder da Inconfidência Mineira

Tiradentes é considerado nos dias de hoje, uma espécie de herói, por ter morrido como mártir na Inconfidência Mineira. Atualmente, o dia de sua…

Tiradentes é considerado nos dias de hoje, uma espécie de herói, por ter morrido como mártir na Inconfidência Mineira. Atualmente, o dia de sua morte (21 de abril), é comemorado como um feriado nacional.

História

Joaquim José da Silva Xavier, que ficaria conhecido como Tiradentes, nasceu no dia 12 de Novembro de 1746 na cidade de Pombal, no estado de Minas Gerais. Ele foi o quarto dos nove filhos que os seus pais tiveram.
Em 1767, sua mãe faleceu e ele foi morar com os irmãos e o pai na Vila de Santo Antônio. Dois anos mais tarde, quando tinha pouco mais de 11 anos de idade, seu pai também vem a falecer e sua família começa a perder todos os bens e propriedades por conta das dívidas que possuíam. Ele então ficou sob os cuidados de um primo que era dentista. Em pouco tempo ele se apaixonou por essa profissão e decidiu seguir a mesma carreira que seu primo. É aí que encontramos o motivo do apelido “Tiradentes”. Além disso, ele também foi sócio de uma botica que dava assistência aos pobres na Ponte do Rosário, foi minerador e ainda exerceu algumas práticas farmacêuticas.
Em 1780, ele decidiu se alistar na tropa da Capitania de Minas Gerais. Um ano depois, já havia sido nomeado comandante de um setor que cuidava do escoamento da produção de minérios. Foi aí que ele começou a criticar a exploração abusiva dos recursos naturais do nosso país.
Mudou-se para o Rio de Janeiro e lá, criou vários projetos políticos, mas não conseguiu aprovação para a execução de muitos deles. Quando voltou para Minas Gerais, começou a espalhar suas ideias a respeito de independência da província, por toda Vila Rica. O que deu ainda mais força para o seu movimento foi a independência da América e a formação dos Estados Unidos.
Todo o movimento foi centrado no ideal de tornar o Brasil um país independente. Aqueles que conspiravam pretendiam proclamar a república, mas essa ideia ficou só na cabeça mesmo. Todo o movimento que Tiradentes havia começado estava ganhando força, mas foi delatado através de uma denúncia que Joaquim Silvério dos Reis fez ao governador no ano de 1789.

Condenação e morte de Tiradentes

Quando isso aconteceu, Tiradentes estava no Rio de Janeiro e escondeu-se, mas em pouco tempo acabou preso. O julgamento de todos os inconfidentes, inclusive Tiradentes, durou três anos, mas finalmente foi dada a sentença definitiva. Alguns deles foram condenados à morte e outros ao degredo, entretanto, no dia seguinte, por conta de uma carta de D. Maria I, a pena de morte foi dada apenas à Tiradentes.
Ele foi enforcado no dia 21 de Abril de 1792, no Rio de Janeiro. Em seguida, seu corpo foi esquartejado e exposto em praça pública, como era de costume naquela época.
Fonte: R7

Dilma embarca para os EUA e reforçará fala contra impeachment

Um assessor presidencial disse à reportagem que ela não fará um "discurso panfletário" na ONU


Em estratégia para obter apoio internacional contra o impeachment, a presidente Dilma Rousseff embarcou na manhã desta quinta-feira (21) para os Estados Unidos para participar da assinatura do Acordo de Paris, na sede da ONU (Organização das Nações Unidas).

Em Nova York, a petista pretende reforçar a tese de que o pedido de afastamento dela do cargo é um "golpe de Estado". Segundo assessores, ela não deixará de "denunciar" que a abertura do processo de impeachment foi aprovado sem haver um crime de responsabilidade caracterizado. Ela pode inclusive incluir referências sobre o caso no discurso que fará na cerimônia de assinatura do Pacto de Paris, mas o assunto não será o tema central da fala da petista.
Um assessor presidencial disse à reportagem que ela não fará um "discurso panfletário" na ONU, focando sua fala no tema da mudança climática, mas deve fazer citações "elegantes" e "sutis" a respeito do processo de impedimento que tramita contra ela no Congresso Nacional.Segundo o auxiliar, ela "vai se posicionar" sobre a guerra do impeachment em falas à imprensa nacional e internacional, mas quer aproveitar o evento também para capitalizar o fato de o Brasil ter tido papel importante nas negociações sobre o acordo de Paris.
O discurso da presidente na ONU foi preparado pela assessoria internacional do Palácio do Planalto sem referências ao impeachment. Nele, Dilma vai dizer que o acordo de Paris "é só o começo" e "há uma longa caminhada pela frente" para implantá-lo.A decisão de falar sobre o impeachment e em que tom será da própria Dilma, que terá cerca de cinco minutos para discursar na reunião.Na equipe da petista, há um grupo que defende que ela inclua no discurso a palavra "golpe", em uma tentativa de dar mais visibilidade para o tema.
Há um outro grupo, porém, que avalia que, por se tratar de um evento internacional sobre mudanças climáticas, não caberia falar diretamente sobre o impeachment, mas fazer apenas referências e menções ao que está acontecendo no Brasil.
CRÍTICAS
Ministro mais antigo do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello rebateu nesta quarta (20) o discurso da presidente de que seu processo de impeachment em discussão no Congresso representa um golpe. Segundo o ministro, a afirmação de Dilma representa um "grande equívoco" e trata-se de uma perspectiva eminentemente pessoal e faz parte de sua linha de defesa. Celso de Mello disse ainda que é "no mínimo estranho" a possibilidade da petista usar o discurso na ONU para repetir as críticas que tem feito ao processo.
Em entrevista a blogs de esquerda, na quarta, a petista afirmou que lutará "em todas as trincheiras" possíveis para impedir o impeachment de seu mandato no Senado."Lutarei em todas as trincheiras que eu puder para derrotar esse golpe, onde for necessário eu vou", disse.Com Dilma nos Estados Unidos, o vice-presidente Michel Temer assumirá a Presidência da República até que a petista volte, na manhã de sábado (23). Ele decidiu, no entanto, permanecer em São Paulo, onde está desde o início da semana.
Temer só deve retornar a Brasília na próxima segunda (25). Com informações da Folhapress
Fonte: Notícias ao Minuto

terça-feira, 19 de abril de 2016

Dilma conversa com jornalistas estrangeiros e se diz "injustiçada"

A presidente afirmou que o impeachment é vigança de Cunha e caracteriza-se como golpe e que a crise política do país não afetará os Jogos Olímpicos


A presidente Dilma Rousseff falou aos jornais estrangeiros, nesta terça-feira (19). Seu objetivo era esclarecer os motivos que levaram ao processo de impeachment.

A petista fez esclarecimentos sobre as "pedaladas fiscais". Esses seriam os motivos pelos quais estaria sendo objeto de um impeachment, ou seja, questões contábeis fiscais, que não dizem respeito ao uso do dinheiro público. "Eu fiz dentro do processo de gestão pública do país, que passou pelos pareceres técnicos, no caso os decretos. Sobre os decretos, factualmente não há base legal para este impeachment".
Dilma reafirma o discurso de que não possui irregularidades, não está sendo acusada de corrupção, ou tenha agido de má fé. Não há crime de responsabilidade.
Sente-se injustiçada, pois acredita que o processo pelo qual estão querendo afastá-la do cargo é caracterizado como golpe. Afirma que o método e a forma pela qual ele assumiu no Brasil, são lamentáveis.
Ressalta que o processo teve início por um desvio de poder, por vingança. A aceitação do impeachment na Câmara dos deputados foi feita pelo presidente da Casa, que está sendo investigado por corrupção. Ela relembra que Eduardo Cunha havia pedido ajuda ao governo dentro do Conselho de Ética, que foi negado pelo PT.
"Os meus julgaores tem um retrospecto que não o abona para ser juiz de nada. Abona para ser reú".
Além disso, Dilma mencionou a declaração vazada do vice-presidente Michel Temer. "A conspiração se dá. O que acontece é sim uma tentativa de eleição indireta dos que não chegariam lá com a ajuda da democracia, ou seja, não teriam votos legítimos", disse.
Sobre a Rio-2016, ela afirma que o Brasil tem imensa capacidade de recuperação de força. Atualmente as estruturas esportivas, estádios, segurança, comunicação, energia, os jogos estão em situação adequada. O governo, dito por ela, foca-se no legado que os jogos poderão proporcionar ao país. 
Quanto as questões que foram prometidas ao povo durante as eleições e que eventualmente não se concretizaram, Dilma diz que não tinha como prever que os cenários externos teriam tanta influência no governo, como o preço do petróleo ou a seca (que aumentou a tarifa de energia, por usar as energias térmicas). Por isso ela não teria o sentimento de arrependimento ou ressentimento.
Em relação ao "tchau querida", a presidente foi questionada pelo componente "gênero" na questão do impeachment. Dilma afirma que por ser mulher, sente que é tratada de forma diferente, citando indiretamente a reportagem que afirmou que ela estaria estérica e desequilibrada com a situação. Porém, garante que a mulher brasileira não é frágil, assim como ela.
Fonte: Notícias ao Minuto

Deputado dos confetes' foi o que mais faltou em 2015

De um total de 125 sessões, ele não esteve presente em 105. Ou seja, participou apenas de 20.


No sábado, o deputado Wladimir Costa (Solidariedade/PA) fez um discurso a favor do impeachment de Dilma. Ao discursar que o governo do PT vem dando "um tiro de morte" no coração do povo brasileiro, ele disparou um rojão de serpentinas para o alto.

Na votação deste domingo, o deputado voltou à cena e fez uma nova performance carnavalesca ao lado do líder de seu partido, o deputado Paulinho da Força (SD/SP).
De acordo com o Extra, em 2015, durante seu quarto mandato na Câmara, Wladmir foi o parlamentar que mais faltou nas sessões plenárias. De um total de 125 sessões, ele não esteve presente em 105. Ou seja, participou apenas de 20.
Do total de abstenções, 93 foram justificadas por com atestados médicos relacionados a intervenções cirúrgicas em sua coluna vertebral. Outras 12 não tiveram justificativa oficial.
Fonte: Notícias ao Minuto

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Deputado que decidiu impeachment foi citado em planilha da Odebrecht

Segundo o deputado, a menção refere-se a doaçoes oficiais

O deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) deu o 342º voto pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados neste domingo (17). Em seu discurso, o deputado disse: "Quanta honra o destino me reservou de poder, da minha voz, sair o grito da esperança de milhões de brasileiros. Pernambuco nunca faltou ao Brasil, carrego comigo nossas histórias de luta pela liberdade e pela democracia. Por isso, vivo ao Brasil, sim, pelo futuro".

De acordo com o 'Estadão', o deputado foi citado na planilha de pagamentos feitos pela Odebrecht que foi divulgada em março deste ano, após uma busca e apreensão feita por agentes da Polícia Federal pela Lava Jato. Segundo o deputado, a menção refere-se a doaçoes oficiais.

Fonte: Notícias ao Minuto

Maluf vota por saída de Dilma, mas a compara a ‘Virgem Maria’

“Dilma é uma mulher honesta, correta", disse o deputado

Neste domingo (17), o deputado Paulo Maluf (PP-SP) comparou Dilma com a Virgem Maria, defendendo que não existe nenhum fato jurídico para o afastamento de Dilma. No entanto, segundo o jornal O Globo, ele vai votar favorável ao impeachment. Como argumento, Maluf declarou que o Brasil precisa de mudanças.

“Dilma é uma mulher honesta, correta. É uma Virgem Maria que foi contratada como cozinheira, mas num ambiente menos honrado. Acho, honestamente, que fora o problema econômico, para a presidente Dilma não tem nenhuma razão jurídica para o impeachment. Mas o país precisa de uma mudança. E é nesse conceito que vou votar”, disse ele.

Maluf ainda fez comentários favoráveis ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, o petista é um dos dois maiores estadistas do país, junto com Juscelino Kubitschek. 
No sábado (16), Maluf se encontrou com Temer para discutir a votação.
Fonte: Notícias ao Minuto

Entenda os motivos que os Deputados tiveram para votar o Impeachment

Com todos  acompanhando ao vivo o processo, os internautas não perdoaram alguns parlamentares e fizeram piadas com o discurso dos mesmos.
O Brasileiro acabou encontrando uma maneira de lidar com esta tragédia ou comédia, ou melhor dizendo, uma momento tragicômico para nosso País onde demonstraram suas capacidades representativas em nossa frágil e mal representada Democracia.
Divirta-se com as melhores piadas no acervo abaixo:


























Ivan Valente diz que não é possível reverter decisão no Senado

"Ele, Temer, também é rejeitado. Vamos viver o momento do impasse e o PSOL se declara em oposição radical a esse conluio que foi feito para esse atalho de chegada ao poder",

O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) não acredita em uma reversão do resultado do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. Os senadores terão de decidir se instauram o processo de impeachment - cuja admissibilidade deve ser aprovada pela Camara ainda neste domingo, 17 - e afastam a presidente Dilma preventivamente do cargo por 180 dias.

"Eu acho que não é possível reverter no Senado porque os partidos reclamaram questão", disse o parlamentar.
O deputado criticou o envolvimento de líderes do PMDB na Operação Lava Jato e disse que o nome do vice-presidente, Michel Temer, não tem respaldo da sociedade.
"Ele, Temer, também é rejeitado. Vamos viver o momento do impasse e o PSOL se declara em oposição radical a esse conluio que foi feito para esse atalho de chegada ao poder", disse Valente. Com informações do Estadão Conteúdo.
Fonte: Notícias ao Minuto

Após aprovação, Temer diz que "agora é que vem a parte difícil"

A orientação por parte do vice-presidente aos seus auxiliares foi de evitar comemorações efusivas e pediu moderação


Aprovada a abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, o vice Michel Temer (PMDB-SP), comemorou no Palácio do Jaburu com sua equipe. De acordo com informações da Folha de S. Paulo, ele afirmou que é preciso aguardar o Senado acatar a decisão da Câmara e disse a assessores que "o que nos espera é uma grande responsabilidade".

A orientação por parte do vice-presidente aos seus auxiliares foi de evitar comemorações efusivas e pediu moderação, destacando que "agora é que vem a parte mais difícil", em uma referência ao possível desafio de assumir o país num período de forte crise econômica.
O peemedebista acompanhou toda a votação ao lado de sua equipe mais próxima, como os ex-ministros Eliseu Padilha e Henrique Eduardo Alves.
Nesta segunda-feira (18), ele pretende começar as primeiras "sondagens oficiais" para montar sua futura equipe e iniciar a preparação das medidas que irá anunciar assim que ocupar o lugar da presidente Dilma, o que só ocorrerá após o Senado aceitar a decisão da Câmara dos Deputados. A previsão é que isto aconteça no início ou meados de maio.
Após a votação, diversos deputados rumaram até o Jaburu, a fim de "abraçar" Michel Temer. Um dos primeiros foi o deputado Arthur Maia (PPS-BA), e depois dele muitos outros chegaram.
Fonte: Notícias ao Minuto

domingo, 17 de abril de 2016

Veja as diferenças entre o impeachment de Dilma e Collor

É preciso que estejam presentes os requisitos legitimadores, caso contrário, o Poder Executivo ficaria refém do Parlamento, gerando instabilidade política não apenas para o atual governo, mas também para as futuras gerações


Um dos aspectos do atual processo de impeachment que mais tem suscitado debates diz respeito à comparação com outro processo, ocorrido há 24 anos. Collor versus Dilma: entenda as diferenças

De acordo com a análise feita pelo site Pragmatismo Político, um dos aspectos do atual processo de impeachment que mais tem suscitado debates diz respeito à comparação com outro processo, ocorrido há 24 anos, que culminou com a renúncia do ex-presidente Fernando Collor de Mello.
Enquanto no processo anterior poucas vozes se levantaram para acusá-lo de ilegal ou ilegítimo, o atual processo tem sido acusado de ser inconstitucional e sem legitimidade por juristas, intelectuais, artistas e cidadãos de diversas matizes ideológicas de todo o Brasil, independentemente de sua posição partidária.
Neste sentido, nossa Corte Superior não se pronunciou quanto à existência, ainda que em tese, da prática de crime de responsabilidade, tendo até o momento apenas definido o procedimento que deve seguir um processo de impeachment.
Comparando-se os processos de impeachment de Collor e Dilma, tem-se que as situações políticas são similares: uma forte crise econômica, contextualizada com uma expressiva insatisfação popular e uma fragilidade da base do governo no parlamento.
No caso de Collor, houve a abertura de um processo de Impeachment que sucedeu uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a qual foi aberta em virtude de denúncias inicialmente feitas pelo irmão do então Presidente, Pedro Collor, a respeito da existência de uma rede sistêmica de corrupção chefiada por Paulo César Farias, ex-tesoureiro da campanha do Chefe de Governo.
Ao longo do processo investigativo, foram descobertas diversas contas bancárias “fantasmas” operadas por PC Farias em nome de laranjas. No âmbito da CPI, novas denúncias foram feitas a respeito de duas questões: a incompatibilidade entre os rendimentos de Collor e suas despesas, e o eventual uso de recursos ao longo da campanha presidencial de 1989 para o pagamento de dispêndios pessoais do então Presidente. Além disso, quantias multimilionárias foram encontradas em contas atribuídas ao ex-tesoureiro da campanha, sem justificativa aparente.
A partir da continuação das investigações, e mediante relatos de testemunhas, verificou-se que PC Farias fora responsável, por um lado, por um extensivo esquema de desvio de recursos de obras públicas, abrangendo diversos Ministérios; por outro, por viajar o país praticando tráfico de influência, consubstanciado no recebimento de propinas oriundas de empresários em troca de vantagens no relacionamento com o governo.
Mais grave, contudo, foi a descoberta de que as sobras da campanha eleitoral de 1989 estavam sendo utilizadas para pagar despesas pessoais de Collor, como foi o caso da reforma da Casa da Dinda, orçada à época em cerca de $ 3 milhões, um completo desrespeito à legislação eleitoral. Pior, os recursos captados junto às empreiteiras não foram declarados, o que claramente configurava um esquema de “Caixa 2”.
No final, Collor foi condenado pelo Senado por seus crimes de responsabilidade, tendo seus direitos políticos suspensos por oito anos; ele buscou recorrer contra essa decisão ao Superior Tribunal de Justiça, que negou o seu pleito. No total, sofreu 14 inquéritos, oito petições criminais e quatro ações penais. No Superior Tribunal Federal, foi inocentado, em 1994, por alguns dos crimes comuns – e não por crimes de responsabilidade – pelos quais foi indiciado.
As diferenças com relação ao caso vigente, então, são consideráveis. A atual Presidenta não é investigada, muito menos ré, em qualquer processo que diga respeito à corrupção passiva ou ativa, à lavagem de dinheiro, à evasão de divisas, a enriquecimento ilícito, a peculato, a falsidade ideológica ou crimes correlatos que expressem ataque à probidade da administração pública.
— Não havia controvérsia jurídica em relação ao crime de responsabilidade atribuído a Collor: a acusação baseava-se na participação de um esquema de corrupção chefiado por Paulo César Farias, sendo que surgiram provas de que Collor se beneficiou individualmente do esquema, através do pagamento de despesas pessoais e da compra de um carro Fiat Elba;
— No caso de Collor havia, ainda, depoimentos que ligavam o presidente como beneficiário direto de recursos ilícitos.
— Em relação à Dilma, a oposição reconhece que não há indícios de práticas de corrupção que envolvam diretamente a Presidenta, não havendo inquérito investigativo sobre sua pessoa.
— Também as chamadas pedaladas fiscais não podem ser consideradas crimes de responsabilidade, pelos seguintes motivos:
— O atraso de repasse de recursos para instituições financeiras oficiais responsáveis por operar programas sociais não se confunde com operações de créditos, prática esta vedada pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF);— Governos anteriores também atrasaram repasses para instituições financeiras (“pedaladas fiscais”) sem que isto tivesse sido motivo de reprovação de contas por parte do TCU. Embora seja possível o Tribunal mudar seu entendimento, a sanção só pode valer para casos futuros (em direito, chama-se isto de princípio da confiança legítima).
— No processo de aprovação das contas em que se verificaram as pedaladas, o TCU apenas opina. Cabe ao Congresso Nacional aprovar, ou não, as contas, que estão em apreciação na Comissão Mista de Orçamento (CMO), com parecer do relator pela aprovação.
— As chamadas “pedaladas fiscais” ocorreram antes do atual mandato, o que, de acordo com a jurisprudência do STF, impede que sejam consideradas crimes de responsabilidade, pois estes devem ocorrer durante o mandato.
— Quanto à abertura de crédito suplementar sem autorização, também há dúvida se se teria configurado crimes de responsabilidade, pois o Congresso Nacional aprovou Lei que convalidou tal prática.
As diferenças quanto à tramitação do processo também são levantadas por críticos ao atual, que alegam que a tentativa de impeachment de Dilma é um golpe institucional.
O pedido de impeachment contra Collor foi apresentado após dois anos de mandato, sem qualquer influência das eleições de 1990. Por outro lado, as eleições de 2014 foram extremamente polarizadas e decididas por margem pequena de votos (51,4%).
Antes mesmo do segundo turno das eleições, alguns jornalistas críticos ao governo já debatiam hipoteticamente um processo de impeachment de Dilma Rousseff, e, após o resultado das urnas, a oposição já cogitava apresentar um pedido à Câmara dos Deputados.
Assim, não basta que o impeachment esteja previsto na Constituição para que todo processo de impeachment seja legítimo. É preciso que estejam presentes os requisitos legitimadores, caso contrário, o Poder Executivo ficaria refém do Parlamento, gerando instabilidade política não apenas para o atual governo, mas também para as futuras gerações.
Fonte: Notícias ao Minuto