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quinta-feira, 7 de abril de 2016

Morre ex-prefeito de Barra Mansa, RJ, Luiz Amaral

Ele estava internado na Santa Casa após sofrer Acidente Vascular Cerebral.
Corpo está sendo velado na quadra do Clube Municipal.


Morreu na manhã desta quinta-feira (7), aos 86 anos, o advogado Luiz Carlos Suckow Ferreira do Amaral, ex-prefeito de Barra Mansa, no Sul do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC), quando participava de um júri, no fórum da cidade, na noite de quarta (6).
Ainda de acordo com a assessoria, o professor Luizinho, como era mais conhecido, chegou a ser internado no Centro de Terapia Intensiva da Santa Casa, mas não resistiu. O corpo dele está sendo velado na quadra do Clube Municipal. O sepultamento será no Cemitério Municipal, às 16h. Luiz Amaral era viúvo, tinha três filhos, cinco netos e um bisneto.
Ele foi prefeito de Barra Mansa em três mandatos. Ocupou o executivo municipal durante os anos de 1971 e 1972; 1983 a 1988 e de 1993 a 1996. A prefeitura emitiu um comunicado, através da assessoria, decretando luto oficial de três dias pela morte dele.
Fonte: G1

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Escritor italiano Umberto Eco morre aos 84 anos

Informação foi dada pelo jornal Corriere della Sera


Umberto Eco, acadêmico que se celebrizou com o romance histórico 'O Nome da Rosa', morreu aos 84 anos, nesta sexta-feira (19). A notícia da sua morte foi dada pelo jornal italiano 'Corriere della Sera', periódio para o qual o escritor colaborou, e confirmada pela família. 
Pensador, filósofo, ensaista e romancista, Umberto Eco era figura de renome no meio acadê, mas também se consagrou como escritor com o livro 'O Nome da Rosa', obra adaptada ao cinema por Jean-Jacques Annaud. É também dele a obra 'Pêndulo de Foucalt'.
Eco escreveu ainda inúmeros ensaios, publicados nas mais diversas publicações. 

Fonte: Notícias ao Minuto

Biografia

Umberto Eco começou a sua carreira como filósofo sob a orientação de Luigi Pareyson, na Itália. Seus primeiros trabalhos dedicaram-se ao estudo da estética medieval, sobretudo aos textos de S. Tomás de Aquino. A tese principal defendida por Eco, nesses trabalhos, diz respeito à ideia de que esse grande filósofo e teólogo medieval, que, como os demais de seu tempo, é acusado de não empreender uma reflexão estética, trata, de um modo particular, da problemática do belo.

A partir da década de 1960, Eco se lança ao estudo das relações existentes entre a poética contemporânea e a pluralidade de significados. Seu principal estudo, nesse sentido, é a coletânea de ensaios intitulada Obra aberta (1962), que fundamenta o conceito de obra aberta, segundo o qual uma obra de arte amplia o universo semântico provável, lançando mão de jogos semióticos, a fim de repercutir nos seus intérpretes uma gama indeterminável porém não infinita de interpretações.
Ainda na década de 1960, Eco notabilizou-se pelos seus estudos acerca da cultura de massa, em especial os ensaios contidos no livro Apocalípticos e Integrados (1964), em que ele defende uma nova orientação nos estudos dos fenômenos da cultura de massa, criticando a postura apocalíptica daqueles que acreditam que a cultura de massa é a ruína dos "altos valores" artísticos — identificada com a Escola de Frankfurt, mas não necessariamente e totalmente devedora da Teoria Crítica —, e, também, a postura dos integrados — identificada, na maioria das vezes, com a postura de Marshall McLuhan —, para quem a cultura de massa é resultado da integração democrática das massas na sociedade.

A partir da década de 1970, Eco passa a tratar quase que exclusivamente da semiótica. Eco descobriu o termo "Semiótica" nos parágrafos finais do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1690), de John Locke, ficando ligado à tradição anglo-saxónica da semiótica, e não à tradição da semiologia relacionada com o modelo linguístico de Ferdinand de Saussure. Pode-se dizer, inclusive, que a teoria de Eco acerca da obra aberta é dependente da noção peirceana de semiose ilimitada. Nesta concepção do "sentido", um texto será inteligível se o conjunto dos seus enunciados respeitar o saber associativo.
Ao longo da década, e atravessando a década de 1980, Eco escreve importantes textos nos quais procura definir os limites da pesquisa semiótica, bem como fornecer uma nova compreensão da disciplina, segundo pressupostos buscados em filósofos como Immanuel Kant e Charles Sanders Peirce. São notáveis a coletânea de ensaios As formas do conteúdo (1971) e o livro de grande fôlego Tratado geral de semiótica (1975). Nesses textos, Eco sustenta que o código que nos serve de base para criar e interpretar as mais diversas mensagens de qualquer subcódigo (a literatura, o subcódigo do trânsito, as artes plásticas etc.) deve ser comparado a uma estrutura rizomática pluridimensional que dispõe os diversos sememas (ou unidades culturais) numa cadeia de liames que os mantêm unidos.
Dessa forma, o Modelo Q (de Quillian) dispõe os sememas — as unidades mínimas de sentido — segundo uma lógica organizativa que, de certo modo, depende de uma pragmática. A sua noção de signo como enciclopédia é oriunda dessa concepção. Como consequência de seu interesse pela semiótica e em decorrência do seu anterior interesse pela estética, Eco, a partir de então, orienta seus trabalhos para o tema da cooperação interpretativa dos textos por parte dos leitores. Lector in fabula (1979) e Os limites da interpretação (1990) são marcos dessa produção, que tem como principal característica sustentar a ideia de que os textos são máquinas preguiçosas que necessitam a todo o momento da cooperação dos leitores. Dessa forma, Eco procura compreender quais são os aspectos mais relevantes que atuam durante a atividade interpretativa dos leitores, observando os mecanismos que engendram a cooperação interpretativa, ou seja, o "preenchimento" de sentido que o leitor faz do texto, procurando, ao mesmo tempo, definir os limites interpretativos a serem respeitados e os horizontes de expectativas gerados pelo próprio texto, em confronto com o contexto em que se insere o leitor.
Além dessa carreira universitária, Eco ainda escreveu cinco romances, aclamados pela crítica e que o colocaram numa posição de destaque no cenário acadêmico e literário, uma vez que é um dos poucos autores que conciliam o trabalho teórico-crítico com produções artísticas, exercendo influência considerável nos dois âmbitos. 
(Bibliografia extraída do site Wikipédia)


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Ex-chanceler Luiz Felipe Lampreia morre aos 74 anos no Rio

Sociólogo e diplomata tratava um tumor no pulmão

O ex-chanceler brasileiro Luiz Felipe Lampreia morreu ontem, aos 74 anos. Ele estava internado no Hospital Pró-Cardíaco, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro.
Sociólogo e diplomata de carreira, foi o primeiro chanceler do governo Fernando Henrique Cardoso, ocupando o posto de janeiro de 1995 a janeiro de 2001.
Lampreia sofreu uma parada cardíaca na manhã desta terça-feira e foi encaminhado para o setor de emergência do hospital, mas não resistiu. Havia cerca de um mês, ele tinha recebido alta do Hospital Samaritano, onde tratava um tumor no pulmão.
O diplomata ingressou no Instituto Rio Branco em 1962, mesmo ano em que concluiu o curso de Sociologia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Além de ministro, ele desempenhou também as funções de secretário-geral do Itamaraty, subsecretário de Assuntos Políticos Bilaterais, representante permanente do Brasil junto a organismos internacionais em Genebra, embaixador em Lisboa e no Suriname e porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
O Itamaraty publicou uma nota na tarde desta terça lamentando a morte de Lampreia. "Deixa entre os funcionários do Itamaraty um exemplo de hábil negociador, sempre em defesa do interesse público e do Brasil", diz o texto.
Fonte: Zero Hora