segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Dica de Filme - O juiz


Por Cristiano Gonçalves

Você já parou para perceber que é o Juiz de sua própria vida?

Pois é, poucos conseguem em vida, perceber este detalhe…

Vivemos sob a égide de regras que nos foram ensinadas ao longo de nossa formação básica, e vamos seguindo nos adaptando aos grupos sociais de que vamos tomando parte.

E lógico, também estamos julgando todos à nossa volta, o tempo todo. Apontando os erros através de nossa ótica do mundo e o que achamos ser correto.

E quando voltamos nosso olhar para dentro, dentro de nossa história, nossas escolhas, nossos acertos e nossos erros, percebemos que nossos julgamentos é que nos impeliram em decisões que nos trouxeram até onde chegamos.

Somos imunes as dores de nosso julgamento? Fizemos sempre a melhor escolha?

É muito bom ter a oportunidade da reflexão. E o filme o Juiz, nos brinda com esta possibilidade, num emaranhado de histórias pessoais, de personagens de uma mesma família que nos mostra o quanto somos frágeis diante de nossa humanidade e da complexidade das relações ao qual nos submetemos.

É sempre bom poder parar, refletir e rever nossos papéis de julgadores. Entender que as vezes, estávamos julgando com o dedo apontado para frente, quando muito, precisávamos mesmos é de auto-julgamento, onde somente assim, aprenderemos a executar o auto-perdão.

Auto perdão, que não foi ensinado em nenhuma escola, em nenhuma família, em nenhum grupo social. Raramente ouvimos a ideia que precisamos nos auto-perdoar.

E é somente através do auto-perdão, que podemos seguir em frente mais leve… Esta leveza, nos permite continuar a nossa jornada.

Portanto, ao homem público que carrega em seu interior o desejo de transformar positivamente a sociedade, reflita sobre seus julgamentos.

Reflita diante do espelho, o quanto és julgador de sua própria história. Tenho certeza que assim estarás bem melhor preparado para representar pessoas, com seus sonhos e julgamentos.

É esta oportunidade que temos ao assistir este belo filme estrelado por Robert Downey Jr e Robert Duvall.

Um filme que conta a história de um advogado bem sucedido, brilhante, mas pouco escrupuloso, que fez carreira a defender criminosos. Bom de lábia mas nem tanto de moral, que retorna à cidadezinha onde cresceu, quando é informado da morte da mãe. Segue viagem até à pequena cidade onde cresceu e aonde jurou nunca mais regressar. Na noite do enterro, reencontra o pai, um juiz da velha guarda que sempre se guiou por uma moral incorruptível e que nunca aceitou a forma leviana com que o filho encarava a culpa ou a inocência. Ali então, descobre que o progenitor se tornou o principal suspeito do atropelamento e morte de uma pessoa e é acusado de assassinato. Apesar de toda rusga entre os dois, o menino prodígio decide estender sua estada para defender o progenitor. Como se não bastasse, o pai sofre de câncer.

Tenho certeza que este enredo familiar comparado com nossas próprias histórias, nos faz perceber que às vezes estamos sendo duros demais com nós mesmos e com as pessoas a nossa volta.

Divirta-se e transforme-se.

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